Thursday, January 04, 2007

A carta que eu te responderia...

Querida,

Uma vez que a tua carta me veio parar às mãos, não sei se fruto do acaso ou do destino, sinto-me forçado a te responder. Não por qualquer obrigação que tenha (não tenho) ou por qualquer dever moral que não procuro. Mas porque me tocaste. Porque me sacudiste no momento exacto. Porque sem o saber salvaste a minha vida. Ou a minha Alma. Ou os dois juntos...

Acordaste-me de uma letargia em que me encontrava. Fizeste-me voltar a acreditar na vida, nos sentimentos, no Amor. Fizeste-me sorrir...

Eu, que andava perdido nos desencontros do Amor, encontrei-me nas tuas palavras, no teu desabafo, nos teus apelos. Eu, que andava descrente de mim, ganhei uma nova fé. Eu, que via passar o tempo sem nada fazer para o agarrar, ordeno-lhe agora que pare!

Porque agora? Porque agora quero olhar-te fundo nos olhos, quero segurar-te nas mãos como se disso dependesse a minha vida, quero que te recostes no meu corpo. Sem uma só palavra...Palavras para quê? Quero tactear cada centímetro do teu corpo na busca da tua Alma. Quero que saboreies todo o Amor que eu te posso dar. Em forma de beijos, carícias, momentos únicos e arrebatadores de paixão. Quero entrar dentro de ti. Devagar, sem pressas, procurando no fundo do teu corpo saciar a tua e a minha sede. Não apenas a sede de um mero prazer carnal, mas a sede de um Amor eterno.

E nesse momento – se tal me fosse concedido – sei que o tempo pararia, que encontraria o meu caminho e que, por ter encontrado a felicidade, poderia então morrer em paz...

5 comments:

a mulher do lado said...

querido poeta,
antes de mais nada, bom ano!
A tau sensibilidade sempre me surpreende e encanta. é bom que ainda seja possível encontrarmos pessoas assim. Cada dia mais as pessoas fogem do compromisso que deixar-se amar, que é deixar-se ver pelo outro, sentir aquilo que o outro grita, muitas vezes, e não ouvimos.. bjos doces

Aninhas said...

Ai que já lavei a alma!
Venho aqui e leio o post como se a mim fosse dirigido...
Pimba! Dá-se logo o fenómeno de me sentir de alma lavada e a acreditar no amor!

Que sorte a da "Julieta"...

:))

Aninhas said...

Ai que já lavei a alma.
Entra-se aqui e le-se a carta como se a nós fosse dirigida.
É remédio Santo.
Fica-se logo de alminha lavada e a achar que afinal ainda há quem ame a sério...

Que sorte a da "julieta"...

:))))

Aninhas said...

Xii
Tal foi o entusiasmo que acho que já comentei 2 vezes...

Sorry, foi do "arrebatamento"!!
:)

ci said...

As tuas palavras, seduzem e elevam os nossos corações...:):)o dom do "amar" tem destas coisas...permite-nos transmitir pensamentos e sentimentos nas palavras, para que esses penetrem em quem as lê...:):)
vou daqui mais sonhadora do que o que ja era...:):)

beijinhos da ci