Friday, January 15, 2016

O que me falta...

 Não é o dinheiro que me faz falta. Não preciso de uma tal riqueza material que, no máximo, me proporcionaria prazeres curtos e passageiros. Não me queixo da falta de saúde porque graças a Deus, ou à genética, o meu corpo consegue eliminar as toxinas que eu, voluntária e involuntariamente, ingiro. Não sinto fome, sede ou frio e não me parece que viva problemas existenciais de não saber bem quem sou ou para que sirvo (bem…às vezes…). Olho para mim e nada me falta. Ouço-me e faltas-me tu. Faltam-me as tuas palavras, os teus sentimentos, o teu coração e a tua Alma para que eu me sinta completo. Ou talvez um pouco menos incompleto…

O me falta é o teu Amor. O Amor que fazia de mim uma pessoa um bocadinho melhor, um bocadinho mais importante, um bocadinho mais interessante. O que me falta é esse carinho que tu reservas para ocasiões especiais e que revelas nos momentos mais oportunos. O que me falta são as tuas emoções, as tuas lágrimas, os teus sorrisos, as tuas caretas, os teus pinotes, as tuas expressões. O que me falta é a tua maneira de ver o mundo e de o tornar ainda mais belo, da mesma maneira como fazes comigo quando me vês pelos teus olhos. O que me falta são os teus olhos, os olhos que me trazem o Mundo, o teu mundo, o meu mundo, o nosso mundo. Os teus olhos onde eu me encontro e onde eu me perco. O que me falta são as tuas mãos e a maneira como elas me seguram, cuidam, amparam e me dão força para seguir adiante.


De facto nada me falta, mas faltas-me tu. E isso é tudo…

Tuesday, December 01, 2015

Às vezes ainda vivo...

Às vezes ainda ardo. Ainda vivo. Ainda respiro.

Quando por acaso, ou sorte, abandono o presente em que me enterro e regresso ao passado que o tempo me levou. E, de repente, volto a ser nova, volto a sorrir. O corpo parece exatamente o mesmo, mas a Alma…essa rejuvenesce e permite-se voltar a sonhar. E em tempos idos eu gostei tanto de sonhar…

Jamais esquecerei aquele sorriso, aquele olhar que apagava o mundo em seu redor, o primeiro beijo. O segundo, o terceiro, o último…Os braços, os abraços, o meu corpo entrelaçado no seu. O desejo que nos alimentou e saciou. Os projetos que desenhámos juntos, os planos e caminhos que idealizámos, mesmo sabendo que nunca os iríamos cruzar. As suas mãos nas minhas, segurando-mas com medo de as largar. E as lágrimas. As lágrimas que escorreram pelas nossas faces, as lágrimas que infligimos um ao outro, as lágrimas que foram, talvez, o último gesto de Amor.

Depois destas veio o Adeus, que também tantas vezes recordo. O Adeus que nenhum de nós queria reconhecer que o era. O Adeus que nos negávamos a aceitar. O Adeus que nós confundimos com um até breve. O Adeus que sabíamos nos condenaria para sempre.


Ouvi dizer que recordar é viver novamente. No que me diz diretamente respeito, creio que recordar é sobreviver. É nas recordações que descubro a única razão para resistir a esta vida insensata que me leva não sei para onde. São as recordações que me fazem sorrir, chorar, fingir, sentir como se de alguma forma estranha eu me tivesse transformado num personagem de um filme que já não é meu. São as recordações que me permitem regressar ao lugar onde fui feliz. Até que as esqueço…E regresso à modorra da vida que o destino (bode expiatório de todas as culpas) escolheu para mim. E, quase sem dar por isso, apago-me, deixo de respirar. E vou morrendo…

Monday, November 23, 2015

Não, não és capaz de explicar o que te vai na Alma

Não, não és capaz de explicar o que te vai na Alma. Talvez por isso nunca poderás entender o que vai na minha. Não me bastam palavras vãs, fáceis, inócuas. Não me chegam os teus adjetivos carinhosos, uma sintaxe bem ordenada, um verbo mais ou menos assertivo. Creio que nem todos os teus beijos, carinhos, abraços e outros comportamentos que tais saciarão o quanto preciso de ti. Eu quero a tua Alma vê se me entendes!!! Não quero que gostes de mim, que me Ames, que me adores. Quero que o mundo deixe de fazer sentido na minha ausência, quero que a vida se desmorone a cada segundo que estás longe, quero que sofras no corpo e no coração as dores das saudades. Não penses, porém, que te desejo mal ou que não te quero mais. Nada mais distante da verdade. Apenas procuro que no momento do reencontro, quando eu tiver a felicidade de te rever, sintas ao menos um décimo do que sinto quando te penso, quando te sonho, quando te olho. E aí, quando os teus olhos finalmente fitarem os meus, percebas que nada mais vale a pena senão Amar. Senão Amar-me…

Thursday, February 06, 2014

Cores...

Minha Querida,

Eu sou um tipo com o coração – literalmente – ao pé da boca. Por outras palavras, quando sinto algo – e sinto-o com a intensidade que tu conheces – não sou capaz de ficar calado. Às vezes até sou, mas é um sacrifício que nem imaginas... Isso traz-me por vezes problemas. Ou acabo por ser mal interpretado, ou condenam-me por ser assim tão expontâneo.

Ora esta minha característica no que a ti diz respeito, está aumentada 10000000000 vezes. Não sei se por sentir mais em relação a ti, se por me causares algum distúrbio químico no meu organismo. Não sei... O que sei é que me custa calar o que vai cá dentro. E é por essa razão que falto agora à promessa que te fiz e ao pedido que me fizeste: escrevo-te.

Ontem vi-te...Há tanto tempo que não te via... À medida que o tempo vai passando tento convencer-me que o encanto que produzes em mim é irreal, inexistente e nefasto. Esforço-me para racionalizar a tua pessoa em todos os teus aspectos. Não és assim tão bonita, charmosa, simpática, carinhosa, sexy, apelativa para que eu fique cativo por tanto tempo. Mas quando te vejo...lá se desvanece essa racionalidade que, por vezes, me daria tanto jeito e ali fico embevecido a olhar para ti. Até pode ser de longe, à distância, mas cada gesto teu, cada expressão, cada movimento, cada passo, causa um frisson no meu coração.

Assim que soube que passarias junto à minha janela, coloquei-me de alerta à tua espera. Porque não tenho assim tantas oportunidades de te ver passar. Vi-te...Estavas linda, nessa beleza que eu vejo mais do que os outros. O teu novo penteado – que te assenta muito bem – combina contigo e dá-te maior graça, essa graça com que eu decorei os meus sonhos. Os teus gestos, simultaneamente elegantes e trapalhões, são o charme que poucos percebem como eu. E o teu sorriso, misturado com esse olhar, traindo uma emoção que teimas em esconder, fala-me directamente a mim, mesmo que não queiras.

Gostava de te escrever para te contar que já não tens qualquer efeito sobre mim, que te tornaste vulgar, que eu finalmente estou livre do teu feitiço. Mas a verdade, minha querida, é exactamente o oposto de tudo isso. O meu Mundo, à medida que passas, ganha cores que só eu vejo, eu que passo os dias cinzento sem ti.

Já nada espero, já nada sonho, já me resignei. Podias ao menos passar por mim para colorir a minha vida...


Um convite irrecusável...

Tenho de te fazer um convite. Daqueles irrecusáveis a que não se pode dizer que não. Sei que desta vez não me desiludirás e não me deixarás, como tantas outras vezes, à espera de um sonho que nunca chegou. Desta vez sei que aceitarás o meu convite.

Queria te convidar para jantares comigo. Os dois. Um jantar romântico. Preparar-te-ei algo de especial, talvez bebamos um bom vinho, coloco uma música ambiente, umas velas, não sei. E depois deixaremos que esse ambiente reavive o Amor que ambos sentimos um pelo outro. Sim, sei que ainda o sentes, porque em mim ele é tão vivo que não o poderia ser se eu te fosse indiferente.

Obviamente teremos adereços à nossa volta, talvez até uns figurantes que não farão mais do que figura de corpo presente. Mas tu saberás, porque eu to farei sentir, que somos nós os protagonistas desse jantar, que somos nós as figuras de destaque, que apenas nós importamos, que apenas nós existimos. Tudo o resto são miragens nas nossas vidas. Os meus olhos fitarão os teus e apenas isso me interessará. E de nada te adiantará esconderes esses olhos de mim. De nada te ajudará fugires com o teu olhar para longe. Persigo-te. Perseguir-te-ei toda a minha vida. E talvez depois desta ainda te consiga perseguir. Algum dia hás-de cair nos meus braços.

Enquanto isso não acontece, espero pacientemente. De braços cruzados, olhos fechados, a sonhar. Só que neste jantar, ao qual não poderás faltar, voltarei a ter-te por perto. E de uma forma tão real quanto possível, acredita meu Amor, estarei finalmente feliz...

Beijos grandes

Do teu, sempre e eternamente teu...

Orfeu


Friday, November 15, 2013

Há muitos ontens atrás...

Minha Querida,


Hoje, ou mais precisamente ontem, ou há bocado, se preferires, toda a minha vida sofreu um abalo, um forte abalo. Creio que a tua também...se bem que a tua foi sofrendo aos poucos e eu só acreditei quando vi o barco em pleno naufrágio...

Ainda não sei bem o que sinto. Não posso nem quero guardar em mim qualquer mágoa, rancor, ou raiva em relação a tudo quanto se passou. Não me fará bem. Enquanto tiver forças agarrar-me-ei ao Amor que te tenho e com o qual não tenho sabido lidar. Ainda acredito em nós – mesmo que seja uma crença baseada no meu coração sonhador e pouco racional. A razão...está a deixar-me ir...Acredito que podemos vir a ser felizes, que te posso vir a fazer feliz. Como já fiz. Como nunca fui capaz de fazer.

Acredito que toda esta provação será a prova derradeira que valerá a pena enfrentar tudo e todos pelo teu Amor. Por ti. Sei que corro um sério risco ao apostar tudo o que tenho e o que não tenho neste Amor. Sei que posso perder um equilíbrio que muito a custo me custou a manter. Mas, se eu me limitar a cruzar os braços e esperar que o tempo passe, que o tempo cure, que o tempo encontre soluções que eu não quis procurar, estou certo que me arrependerei amargamente o resto da vida. Como te disse, não quero guardar esse amargor na boca para o resto da vida.

Prefiro Amar. Amar estupidamente, Amar sem razão, Amar de uma forma perdida e irracional. Amar como se fosses – e agora, ironicamente és – a única razão que tenho para a minha vida.

Não quero pensar no Mundo que nos rodeia, no que este ou aquele pensarão do meu comportamento, no que será da minha vida depois de tudo isto. Não quero sequer pensar naquilo que pensarás (sentirás) a meu respeito. Quero Amar-te independentemente do que me Ames.

Mas tenho medo...Tenho medo de te perder. Tenho medo de olhar par ti e ver no fundo dos teus olhos, da tua Alma, um sentimento que não corresponde ao Amor que e acredito que estamos destinados a viver. Ver que sou apenas mais uma pessoa na tua vida. Uma pessoa importante, uma pessoa que prezas, uma pessoa que admiras. Não sei se conseguirei viver com isso. Por isso tenho medo...

Só que quero enfrentar todos esses medos, quero mostrar todas essas fragilidades que aparentemente tento esconder. Quero colocar-me de peito aberto à tua frente à espera da bala final. Recebê-la-ei de olhos abertos, consciente do preço que pago porque não te soube Amar.

Nunca te condenarei, nunca te renegarei, nunca te guardarei qualquer rancor. E sei que te Amarei para sempre. Será suficiente para seguir a minha vida? Espero que sim...No entanto, ainda tenho em mim essa esperança oculta que tudo não passe de um sonho e que amanhã, como sempre, acordarás ao meu lado...Sempre tive uns sonhos tão estranhos...


Amo-te muito...

Monday, May 06, 2013

Não penses que desaprendi a escrever


Não penses que desaprendi a escrever. Que já não sei desenhar letras, montar palavras, construir frases. Sei tanto quanto sabia quando as palavras fluíam na minha vida. Talvez saiba ainda mais hoje. Talvez, por isso, não escrever seja uma decisão deliberada. Uma opção de vida.

Não quero mais ouvir as minhas palavras. Não quero compreender o que me tentam dizer. Todas as palavras têm o teu nome inscrito. Mesmo aquelas que nada têm a ver contigo. E em todas as palavras – as minhas, claro – está implícita a tua partida, a minha solidão, a nossa saudade.

Se eu não as ouvir, talvez não as sinta. E não as sentindo, talvez me esqueça. E esquecendo-me, pode ser que consiga respirar. Para poder viver…

Se eu as ouvir, terei de lhes explicar os porquês da vida. Os porquês da tristeza. Talvez até tenha de lhes dar um rumo. Mas eu nem sequer sei qual é o caminho! Como poderei eu responder aos porquês da vida?

Deixem-me estar no silêncio pacato de quem não sabe o que quer. Se eu não as quero ouvir, que me deixem em paz. Triste por triste, prefiro ficar triste por não escrever, do que triste por descobrir que tudo em mim falhou…

Friday, March 15, 2013

Príncipes e Princesas


É claro que mereces Príncipes e Princesas. Castelos no alto das montanhas, envoltos em nuvens cor-de-rosa, erguendo-se acima do céu. Cavalos brancos, talvez com asas, que te transportem para o mundo onde pertences. Mereces ao mesmo tempo a cabana simples e humilde escondida entre as árvores de uma floresta encantada repleta de duendes, animais falantes e flores de mil e uma cores. Mereces Fadas a esvoaçar à tua volta, de asas brilhantes, sorrisos ternos e com pós de perlimpimpim que te fazem voar. Mereces monstros que te engulam para te proteger. Mereces o Sol e tudo o que lhe está inerente: a luz, o calor, as cores e a vida. Mereces a Lua e tudo o que esta influencia: o Mar, a água, a poesia e o Amor…Mereces todos os sonhos perdidos, todos os sonhos conquistados. Mais do que qualquer outra pessoa, mereces os teus sonhos. Mereces transformá-los em realidade. Não por qualquer gesto de magia ou ilusionismo, mas porque para isso nasceste. E porque os teus sonhos realizados fariam o mundo melhor…

Todas as Histórias de Amor são tuas por direito próprio. As que foram contadas, as que ficaram escondidas vidas inteiras, as sonhadas, as que ninguém sequer ousou sonhar, as proibidas, as mais simples. Todas. Reservo para ti as que têm um final feliz e deixo comigo as que terminam mal, porque não te quero a chorar. E eu…já nem sequer sei chorar...

Tens de continuar a acreditar em beijos que transformam sapos em Príncipes e acordam Princesas adormecidas. Porque eles existem. Por ti, existem. Porque tu existes.

Sim, tens todo o direito ao “viveram felizes para sempre”, a um Amor forte e verdadeiro que vença todas as adversidades da vida, que não se renda, que não se acomode, que não se acobarde. Que enfrente o Mundo, os gigantes, os homens maus. Que grite aos quatro ventos, mas baixinho e discretamente, o quanto te Ama. Sim, os teus sonhos podem, devem e converter-se-ão na mais doce realidade. Beijos, sorrisos, mãos dadas, algodão doce, banhos de espuma, gorros, lareiras, chocolate quente, cheiros, abraços. Tudo isto tem um nome. O teu nome.

O teu coração é uma preciosidade e uma raridade. É uma dádiva de Deus ao Mundo e seria um pecado capital deixarmos de n’Ele acreditar (n’Ele teu Coração e não n’Ele Deus). No meio de tanta fé que vou perdendo, resiste em mim uma enorme fé em ti e no teu coração. Nasceste para mudar as pessoas e para mudar o mundo. Nasceste para fazer de nós, comuns mortais, pessoas melhores e para fazer do mundo um lugar mais bonito para se viver. Por isso acredito em ti. Muito. Sempre. Porque tu és especial. Porque tu és o Amor.

Por mais tristes que sejam os meus dias por estar longe de ti, tenho um calor cá dentro que vem do Amor que sempre me soubeste dar. E que, para o que der e vier, acho que fez de mim uma pessoa melhor…